Câncer de Próstata: O Cuidado que Vai Além do Novembro Azul
- Dr Bruno Cardoso

- 9 de dez. de 2025
- 2 min de leitura
É inegável a importância do Novembro Azul para chamar a atenção de toda a sociedade para a saúde do homem e, em especial, para o câncer de próstata. No entanto, como oncologista, meu compromisso é com o cuidado integral e contínuo. A saúde da próstata não é uma preocupação sazonal; ela exige atenção e carinho ao longo de todos os 365 dias do ano.
O câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens no Brasil, e a cada ano, milhares de famílias são impactadas por esse diagnóstico. Minha experiência me mostra que a melhor defesa contra a doença começa com o que fazemos diariamente. Fatores de risco como a idade avançada, o histórico familiar e a etnia não podem ser alterados, mas há um campo vasto onde podemos atuar: o nosso estilo de vida.
Uma dieta rica em frutas, vegetais, grãos e pobre em gorduras, a prática regular de exercícios físicos e a manutenção de um peso saudável são medidas preventivas que têm respaldo científico. São atitudes que protegem não apenas a próstata, mas todo o organismo, reduzindo o risco de diversas outras doenças crônicas. O cuidado anual, portanto, é um investimento diário na sua qualidade de vida.

Rastreamento: Uma Decisão Individual e Compartilhada
Quando falamos em rastreamento, entramos em um tema que exige muita clareza e individualização. No Brasil, o Ministério da Saúde e o Instituto Nacional de Câncer (INCA) não recomendam o rastreamento populacional do câncer de próstata para homens assintomáticos, devido à controvérsia sobre o balanço entre benefícios e riscos, como o sobre diagnóstico e o sobretratamento.
Contudo, a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) e a Associação Americana de Urologia (AUA) são enfáticas: a detecção precoce, quando feita de forma individualizada e consciente, salva vidas. Por isso, a minha recomendação, alinhada às principais sociedades médicas, é que a partir dos 50 anos (ou 45, se houver histórico familiar ou outros fatores de risco), o homem procure um especialista para uma decisão compartilhada.
O rastreamento, que envolve a dosagem do PSA (Antígeno Prostático Específico) e o exame de toque retal, não é uma imposição, mas sim uma conversa franca sobre seus riscos, seus benefícios e, principalmente, sobre o seu perfil de saúde. É uma ferramenta poderosa que, quando usada com sabedoria e critério, permite identificar a doença em estágios iniciais, aumentando significativamente as chances de sucesso no tratamento.
O cuidado anual é justamente isso: manter essa conversa e esse acompanhamento em dia, sem esperar o mês de novembro. Para quem já recebeu o diagnóstico, o cuidado também é contínuo. Muitos casos de câncer de próstata de baixo risco podem ser manejados com Vigilância Ativa, um acompanhamento rigoroso que evita tratamentos desnecessários, mas que exige disciplina e consultas regulares.
Minha missão é oferecer um olhar humano e cientificamente embasado para a sua jornada. Se você tem dúvidas sobre seu risco, sobre a necessidade de rastreamento ou se precisa de um acompanhamento oncológico individualizado, estou à disposição para caminhar ao seu lado.
Não deixe sua saúde para ser lembrada apenas em um mês. O cuidado é para o ano todo.
Agende sua consulta para uma avaliação completa e personalizada.
Dr. Bruno Cardoso Oncologista Clínico




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